O oráculo disse:
– O nome da rainha já foi proibido de ser pronunciado. Embora fosse um nome real comum e não sugerisse nada de especial: nem religião proibida, nem raça, nem mesmo tamanho do pé.
Tanto o pai quanto a mãe, embora jovens, já eram infinitamente sábios. Eles protegeram seu filho de conhecimentos desnecessários. Eles sabiam perfeitamente o nome da rainha, mas permaneceram teimosamente em silêncio.
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Heróstrato queimou o templo, e seu nome deveria ter sido entregue ao esquecimento eterno, mas aconteceu o contrário: pergunte a qualquer idiota espinhento quanto é sete vezes oito, e ele não dirá, mas pergunte quem queimou o templo de Ártemis, e ele se lembrará do templo de outra pessoa e de Herostratus.
Isto é o que significa fruto proibido. Você não pode queimar esse conhecimento do seu cérebro com um ferro quente, ou mesmo com um infrator de ondas pontilhadas.
Esse conhecimento tem sombras de que não se sabe onde um dia surgirão no cérebro e o que acontecerá ao portador de tal cérebro. Este foi o único caso que contrariou o ditado: o conhecimento nunca é supérfluo.
Portanto, os pais ficaram em silêncio. Mas conversavam muito na frente da criança sobre todo o resto, à beira do perigo, à beira da decência, à beira do sigilo.